Cirurgia com hora marcada ou de última hora? Entenda as diferenças e desafios

Ejax Papher
Ejax Papher
Dayse Ketren Souza

Segundo a Dra. Dayse Ketren Souza, as cirurgias podem ser classificadas em programadas e emergenciais, dependendo da urgência do procedimento e das condições do paciente. Enquanto as cirurgias programadas oferecem um planejamento detalhado, as emergenciais exigem ação rápida para preservar a vida ou evitar complicações graves. Sendo assim, cada tipo de intervenção tem critérios médicos específicos e desafios próprios que influenciam o sucesso do tratamento.

A seguir, entenda os critérios médicos, os desafios de cada tipo de procedimento e como eles impactam a segurança do paciente.

O que caracteriza uma cirurgia programada?

As cirurgias programadas são aquelas agendadas com antecedência, permitindo exames pré-operatórios completos e uma preparação adequada. Elas geralmente envolvem condições médicas que, apesar de exigirem intervenção, não representam risco iminente à vida, como cirurgias ortopédicas, bariátricas ou plásticas. Desse modo, esse planejamento reduz riscos e melhora a recuperação do paciente.

Além disso, Dayse Ketren Souza também destaca que as cirurgias programadas possibilitam que médicos e hospitais organizem recursos, garantindo equipes especializadas e materiais adequados. O paciente também tem tempo para seguir recomendações médicas prévias, como ajustes na alimentação e suspensão de medicamentos, fatores que contribuem para um procedimento mais seguro e eficiente.

Quando uma cirurgia é considerada emergencial?

Uma cirurgia é classificada como emergencial quando a condição do paciente exige intervenção imediata para evitar risco de morte ou danos graves à saúde. Exemplos comuns incluem cirurgias para apendicite aguda, traumatismos severos e aneurismas rompidos. Nesse contexto, a rapidez na tomada de decisão é essencial para evitar complicações fatais.

Diferente das cirurgias programadas, os médicos não têm tempo para realizar uma preparação detalhada, o que aumenta os desafios do procedimento. O estado instável do paciente e a necessidade de resposta imediata exigem que a equipe médica tome decisões rápidas, muitas vezes sem acesso a exames completos ou informações prévias sobre o histórico do paciente, conforme explica Dayse Ketren Souza. 

Dayse Ketren Souza
Dayse Ketren Souza

Quais são os principais desafios de cada tipo de cirurgia?

No caso das cirurgias programadas, um dos principais desafios é garantir que o paciente siga corretamente as orientações médicas antes do procedimento. Problemas como uso inadequado de medicamentos ou não cumprimento do jejum pré-operatório, por exemplo, podem comprometer a segurança da intervenção. Além do mais, a disponibilidade de leitos e a logística hospitalar podem afetar o agendamento.

Já nas cirurgias emergenciais, a maior dificuldade está na imprevisibilidade do quadro clínico e na necessidade de agir sem planejamento prévio. De acordo com a Dra. Dayse Ketren Souza, o risco de complicações é maior devido à falta de preparo do organismo e à gravidade da condição do paciente. Ademais, a pressão sobre a equipe médica e a necessidade de recursos imediatos podem dificultar a realização do procedimento nas melhores condições possíveis.

Cirurgia marcada ou de urgência? Os desafios de cada caso

Em conclusão, a diferença entre cirurgias programadas e emergenciais está principalmente na possibilidade de planejamento e na urgência da intervenção. Enquanto as programadas permitem maior controle dos riscos, as emergenciais exigem rápida tomada de decisão para preservar a vida. Por isso que, a Dra. Dayse Ketren Souza frisa que, em ambos os casos, a experiência da equipe médica e a infraestrutura hospitalar são fundamentais para garantir um resultado seguro e eficaz.

Autor: Ejax Papher

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