Quando o complexo industrial localizado às margens da BR-381 foi arrematado judicialmente pela empresa Família Shih, em setembro de 2024, a expectativa era de que a área iniciasse uma nova fase.
O que aconteceu nos meses seguintes, entretanto, foi uma sucessão de acontecimentos que transformou a disputa pela posse do imóvel em um dos casos mais comentados envolvendo leilões judiciais na região. Mais de um ano depois, a empresa adquirente continua sem conseguir assumir a área.
Uma cronologia marcada por novos obstáculos
Após a conclusão do leilão, empresas ocupantes do complexo industrial passaram a apresentar pedidos relacionados à permanência no imóvel. Com o passar do tempo, a discussão deixou de envolver apenas a validade da arrematação. A Prefeitura de Cambuí também pediu participação no caso, acrescentando novos elementos a uma disputa que já se prolongava.

Ao mesmo tempo, notificações, mandados e medidas relacionadas à desocupação passaram a ser registradas no processo. Apesar disso, a posse efetiva da área continua sem solução.
O que está previsto para o local?
Documentos apresentados no processo mostram que a empresa arrematante pretende desenvolver um CEIS, Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Segundo informações constantes nos autos, a proposta envolve tecnologia avançada, integração empresarial e iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor da saúde.
A expectativa é que o projeto represente uma nova etapa para o complexo industrial. Entretanto, sem a efetivação da posse, os planos continuam aguardando a possibilidade de sair do papel. Mais de um ano após a arrematação, uma pergunta continua sem resposta: quantas etapas ainda serão necessárias até que a empresa adquirente consiga assumir uma área cuja aquisição já foi reconhecida judicialmente?
Autor: Diego Rodríguez Velázquez